Salvador: Impasse sobre retorno de aulas se mantém após reunião da Prefeitura com sindicato

 

A reunião da Prefeitura de Salvador com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), realizada na tarde desta quarta-feira (28), acabou não chegando em um consenso sobre o retorno das atividades presenciais nas escolas da capital baiana.

O encontro entre o prefeito Bruno Reis e a direção da APLB aconteceu na sede da Prefeitura de Salvador. De acordo com dados municipais, cerca de 162 mil alunos estão fora das salas de aula há mais de um ano, por conta da pandemia do coronavírus.

A gestão soteropolitana usa como argumento a aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em mais de 20 mil trabalhadores da educação na rede pública – do estado e do município. Restariam apenas 1.300 professores que ainda serão imunizados, todos nas faixas etárias de 20 e 30 anos. 

O sindicato rebateu a proposição da prefeitura afirmando que apenas uma dose da vacina contra o coronavírus não garante a imunidade dos docentes e trabalhadores da educação, mantendo a possibilidade de iniciar uma greve geral da educação a partir da próxima quarta-feira (5).

“Somos a única capital que está vacinando quase todos os trabalhadores da educação, mais de 80%. Já concluímos a imunização dos idosos, lideramos todos os rankings de vacinação no país.  Com esse cenário, com mais de 27% da população da cidade imunizada, temos segurança para retornar”, afirmou Bruno Reis em nota.

"Precisamos retomar as aulas presenciais. Temos compromisso com nossos alunos, em sua maioria crianças. Se concordarmos com a posição do sindicato, de só voltar às aulas presenciais após a imunização de TODOS os professores, só vamos voltar para sala de aula no final do ano, e olhe lá! Corremos o risco de comprometer quatro anos letivos. É um prejuízo irreparável para a educação", complementou Marcelo Oliveira, secretário municipal da Educação.

Em contrapartida, Rui Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, afirmou que a medida da gestão municipal trata-se de um golpe.

"Foram três horas de reunião que não chegaram a lugar nenhum, foi uma confusão. Nós mantemos nossa posição de só retornar após os trabalhadores receberem as duas doses, completando o ciclo de vacinação. É um golpe, não adianta ter 80% dos trabalhadores vacinados apenas com a primeira dose, não garante a imunização", afirmou o presidente.

A APLB também afirmou que terá uma reunião on-line com mais de dez mil professores de todo o estado, que estariam apoiando a suspensão do retorno das atividades presenciais, assim como garantiram a paralisação das atividades por completo às 10h de segunda-feira (3), como parte de manifestação pela suspensão do decreto que garante o retorno das aulas presenciais. (Correios 24 Horas).

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