Grupos de homens fortemente armados explodiram três agências bancárias na cidade de Correntina, no oeste da Bahia, na madrugada desta sexta-feira (7). Os ataques às unidades, que ficam próximas umas das outras, foram simultâneos e não há registro de feridos.
Através de nota, a Polícia Militar (PM) informou que, por
volta das 2h20, policiais da 30ª CIPM escutaram barulho de explosões e disparos
de arma de fogo, na Rua Bela Vista, Centro da cidade. Guarnições da unidade
foram até o local com o apoio da Rondesp Oeste, Cipe Cerrado, PETO da 83ª CIPM
e da 84ª CIPM, onde encontraram as instalações de três agências bancárias
explodidas.
Ainda segundo a PM, os criminosos deixaram em uma das
agências um suposto material explosivo e, por isso, a área foi isolada e o BOPE
acionado para realizar a remoção do material. O local foi preservado até a
chegada da Polícia Federal e da Polícia Civil, para realização de perícia.
Além disso, guarnições estão na região e permanecem
realizando rondas e buscas à procura de suspeitos, mas, até o momento, ninguém
foi preso.
De acordo com a polícia local, durante os ataques, os
suspeitos dispararam várias vezes para o alto, para causar pânico na população.
Ainda não há informações sobre quantos homens participaram da ação. A Polícia
Federal também está na cidade.
Depois do crime, os suspeitos fugiram em vários carros. As
agências explodidas pertencem ao Bradesco, Caixa Econômica Federal e ao Banco
do Brasil, que ainda não divulgaram se valores foram levados, nem a quantia. As
unidades ficaram completamente destruídas.
Com os ataques, a cidade ficou apenas com uma agência do
Banco do Nordeste em funcionamento. Segundo a prefeitura de Correntina, os
moradores que utilizam os outros bancos dependerão de casas lotéricas para ter
acesso aos serviços de bancos, ou terão que se deslocar cerca de 50 km até a
cidade de Santa Maria da Vitória, que é a mais próxima.
O prefeito da cidade, Nilson José Rodrigues, conhecido como
Maguila, falou sobre uma explosão anterior e o receio das agências não reabrirem
mais.
“A nossa grande preocupação é que, em 2018, explodiram
também uma agência do Banco do Brasil e deu muito trabalho para retornar. Já
falei com os gerentes, vou falar com os superintendentes, para que tentem
reativar essas agências o mais rápido possível porque isso traz um transtorno
muito grande para a população”.
Nilson falou também sobre o pânico vivido pelos moradores
durante os ataques e os tiros dados pelos suspeitos.
“Eu acordei por volta das 3h. Minha casa fica um pouco distante das agências, mas mesmo assim dava para ouvir o barulho. Eu acordei com os estrondos dessas bombas. Aí demorou um tempo do barulho das bombas e eles começaram a atirar. Era bala para todo lado, dava para ouvir as rajadas. Foi um terror grande. A cidade inteira se assustou com as explosões”. (G1 Bahia / Fotos: TV Bahia).



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