Na tarde
desta quinta-feira (27), o vereador Álvaro Montenegro, mais conhecido como
“Nem de Dácio”, foi agredido pelo supervisor de Distribuição Hídrica Rural,
Jairo Pereira Fraga, no momento em que participava de uma reunião com o colega
Jairo da Meca Terra, na comunidade de Chapada de Caldeiras para discutir sobre
a Implantação da Central das Águas.
Na reunião, os vereadores
relataram aos moradores da comunidade quais paramentos serão utilizados para
implantação do projeto Central das águas. A inciativa visa tirar a
responsabilidade do poder público dos sistemas de água. Em contrapartida os
moradores devem pagar uma taxa para manutenção da Central de Abastecimento.
Indignado com a proposta,
Jairo Pereira Fraga, supervisor de Distribuição Hídrica Rural da
Prefeitura de Caetité foi a via de fatos, agredindo com socos o vereador Nem de
Dácio. Após a agressão, o parlamentar afastou se do agressor, não esboçando
reação, após o autor da agressão ser contido pelos participantes da reunião.
Jairo Pereira Fraga foi
candidato a vereador nas eleições de 2020 pelo coligação do então candidato a
prefeito Valtécio Aguiar. Jairo não foi eleito e acabou assumindo em 2021 um
cargo de comissão na secretária de recursos Hídricos em Caetité.
Segundo o vereador Nem de
Dácio, a sua presença na reunião não agradou Jairo Fraga. O supervisor
questionou que a minha presença era pra fazer política, em relação a isso eu
pedi para que ele se conte-se e que ele fizesse o trabalhado dele, assim como
eu estava fazendo o meu. Quando eu virei só recebi a “bordoada”. Ele me agrediu
com um soco”, declarou.
Em razão desta agressão, o
vereador se dirigiu até a Delegacia de Caetité e registrou um boletim de
ocorrência, para que as medidas necessárias sejam tomadas pelo poder
judiciário. O Presidente da Câmara Municipal de Caetité estava no evento
representando o poder legislativo.
O supervisor de Distribuição Hídrica Rural do governo Valtécio Aguiar poderá responder por agressão física. O crime está previsto no artigo 129 do Código Penal (Lesão corporal leve). O ato implica na detenção de no mínimo 3 meses de reclusão, ou até um 1 ano. (Folha do Vale).

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