Ministrado pela engenheira Agrônoma, Ivani Santos,
coordenadora da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e
Extensão Rural (Bahiater), no Território Velho Chico, Ivani Santos, a
capacitação abordou diversos conteúdos como orientações para construir aviário
rústico, confeccionar equipamentos como bebedouros, comedouros e ninhos, com materiais
existentes na própria comunidade e os cuidados com a sanidade das aves e as
instalações.
Ivani explicou que as famílias da comunidade já criam
galinhas, mas que ainda compram ovos de outros fornecedores, para utilizar na
preparação dos produtos que fabricam. Segundo ela, o objetivo foi capacitar as
famílias para que possam utilizar a produção de ovos da própria comunidade: “O
intuito do curso foi orientar como manejar as aves corretamente, para que
produzam ovos maiores, com mais qualidade e em maior quantidade, que as
famílias precisam para agregar valor aos produtos com os derivados da mandioca
eu fabricam e também incrementar essa alternativa de fonte de renda para a
comunidade, tanto na produção de ovos, quanto de carne”.
A presidente da Associação Remanescente Quilombola Lagoa do
Jacaré, Rosirene Ribeiro, ressaltou que o curso trouxe muitos aprendizados
para a comunidade e que terá muito aproveitamento prático: "O curso foi um
sucesso. Aprendemos sobre manejo e vacinação das aves, como ter os cuidados na
alimentação das galinhas e com o a higienização do galinheiro. A
gente está se organizando aos poucos para trabalhar no coletivo. Futuramente
vamos trabalhar no projeto do Bahia Produtiva, produzindo peta e biscoitos e
vamos precisar dos ovos, por isso, vamos precisar fazer o manejo correto para
dar tudo certo".
A capacitação foi promovida pela equipe técnica da
Bahiater, unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que atua no
Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), do Território de
Identidade Velho Chico, em parceria com a Fundação de Desenvolvimento Integrado
do São Francisco (Fundifran), organização que presta o serviço de assistência
técnica e extensão rural (Ater) à comunidade, por meio do Bahia Produtiva, projeto
executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR).
Claudinéia Santana, coordenadora pedagógica da Fundifran,
destacou que o curso trouxe muitos conhecimentos e experiências para a
comunidade: “Essa troca de experiências foi muito rica e os agricultores e as
agricultoras saíram embasados de muita informação, que só tem a contribuir com
a comunidade”.
Bahia Produtiva
A Associação Remanescente Quilombola Lagoa do Jacaré é uma das organizações selecionadas pelo Bahia Produtiva, com investimentos de R$ 562 mil, beneficiando 31 famílias agricultoras. Os recursos são aplicados na oferta de serviço de Ater, na construção de uma unidade de processamento de derivados de mandioca, com obras em execução e aquisição de equipamentos. (Desenvolvimento Rural – SDR).




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