“O trauma vivenciado perdura por
toda sua vida, com predisposição de desencadear ansiedades, transtornos de
pânico, insônia ou até mesmo a depressão.” Diz Psicólogo Adailton.
No dia 18 de maio, é lembrado no Brasil como a data
nacional de combate ao abuso e exploração sexual de menores. A lei federal 9.970/00
completa o seu vigésimo segundo ano, considerado uma conquista pelos direitos
humanos deste público.
Em virtude desta data, o bairro do Cruzeiro, situado em
Paratinga, receberá evento aberto, em uma roda de conversa com a participação
do Psicólogo Adailton Santana, e agentes comunitários de saúde. A discussão
sobre a temática ocorrerá às 19h, na praça do Cruzeiro.
O maio laranja, com é denominado pela campanha nacional de
enfrentamento abuso menores, tem com avanço, justamente hoje 17, o Ministério
da Mulher, Família e Direitos lança pacote de medidas que busca padronizar o
combate aos abusos com menores de idade de acordo com secretário nacional dos
direitos da criança e adolescentes, foram definidos cinco eixos prevenção,
atendimento, defesa e responsabilização, participação e mobilização social, e
estudos e pesquisas.
Conforme dados publicados no Jornal Correio Brasilense,
durante a pandemia houve um crescimento no número de denúncias pelo disque 100,
foram exatamente 18.681 nos meses de janeiro e dezembro do ano passado. Todavia,
este ano apresentou uma estatística negativa, de janeiro a abril já foram
registrados 4.886 casos.
Diferença entre os tipos de violência.
Com base no texto publicado no instituto geração do amanhã,
organização da sociedade civil (OCS) (Abuso e exploração sexual de crianças
e adolescentes - Instituto Geração Amanhã (geracaoamanha.org.br)
que luta por essa causa explica que o abuso sexual ocorre quando o adulto
utiliza o corpo da criança ou adolescente para sua própria satisfação sexual.
Como a criança e mesmo o adolescente não têm condições de discernir
corretamente, eles acabam se tornando reféns do seu agressor, tanto psicológica
quanto socialmente.
A exploração sexual acontece quando é oferecido algum tipo
de troca ao menor de 18 anos em troca de favores sexuais, tratando a
sexualidade da pessoa como mercadoria, independente se há um adulto mediador ou
se essa ação é realizada diretamente com o menor.
O psicológico Adaliton Santana em entrevista ao portal
Expresso Paratinga, relata que dificuldade da maioria dos casos não irem à tona,
e devido a um motivo cultural, pois as pessoas temem problemas com a justiça,
no entanto ele relata que a denúncia pode ser feita de forma anônima pelo
disque 100.
O doutor destaca a consequências psicológicas
diante dos casos:
“Os sinais mais comuns, compreende a mudança repentina de comportamento, isolamento social, pouca verbalização, dificuldades na comunicação ou expressar de emoções de modo genuíno.”
Sexualização no universo gamer.
Em 2022, a pauta para essa discussão foi o mundo dos jogos
digitais, embora tenha sido espaço de oportunidades de melhoria de vida, o
universo gamer também poder ser ambiente vulnerável e proporciona situações que
trazem prejuízo a saúde mental dos Jogadores. Diante desse agravante Dr. Adaliton
relata uma outra causa sobre meio virtual.
“Eu diria que o acesso prematuro
de crianças e adolescentes as mídias sociais, contribuem para que pessoas mal
intencionadas, tenham fácil acesso aos perfis, aqueles cujos pais ou adultos
responsáveis não possuem a senha de acesso, consequentemente, não tomam
conhecimento do conteúdo das conversas ou não monitoram as atividades na
Internet.“
No cenário do Jogos virtuais, o debate recorrente enfatiza
sobre a sexualização dos personagens, além da invasão dos jogos infantis por
pedófilos, recomendação que caso o cidadão que presencie o crime dentro ou fora
da web, denuncie. O Ministério, em meio a essa nova perspectiva lançou
‘observatório da criança', uma plataforma virtual, para preenchimento de
ocorrências, para monitorar os delitos e auxiliar nas pesquisas de prevenção
contra esses atos.
Jornalista Tony Pedroso | Expressoparatinga.com

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