E se Carmem Miranda cantasse Edson Gomes? Bem-vindo a mais uma noite do Circuito Cultural de Paratinga

O Palco da praça XV de novembro, voltou este ano com uma pluralidade de gênero musicais. Nessa retomada do encontro do artista com público.  do Rock Internacional ao Nacional, reggae à MPB, designando uma “playlist” diversificada nas noites tradicionais da vila de Santo Antônio.  Agora o expresso de notícias Paratinguense   levanta a seguinte questão, se no repertório da atriz cantora luso-brasileira, Carmem Miranda, tocasse a canção perdido de amor do ícone do reggae baiano?  e ainda viesse acompanhado da “Anunciação” de Alceu Valença, ou se outrora pudéssemos apreciar o tempero “Que nem jiló”, música de Luiz Gonzaga, como seria o cenário artístico-musical na década de 50?

Foto: Lannayphotos

Pois toda essa mistura foi possível, na interpretação da jovem cantora Sabrina Brandão, em sua notável presença na primeira sexta-feira de junho (3), onde figurino trazia um chapéu de frutas, e os   demais adereços que também eram marca   registrada de Carmem. 

 Sabrina, é Ibotiramense, todavia, com raízes   na cidade de Paratinga, a cantora e compositora traz em sua bagagem uma relação com música desde 6 anos, por influência dos pais, tornando-se multi-instrumentista. Uma artista que transparece na autenticidade, diante da sua presença de palco.  No intervalo da canção, ela deu um depoimento acalorado, sobre motivo de estar vestida como símbolo típico carnavalesco. 

“Hoje é noite das crianças. Desde pequenininha quando vinha para Paratinga, uma das coisas que me marcava era o carnaval de Paratinga, eu trouxe Carmen Miranda, uma das maiores representações do carnaval.”

Dizia a artista, justificando sua fantasia carnavalesca, em pleno mês de junho.  Ela instantaneamente fez jus ao tema do ano, pois cantar ou se vestir com símbolos de outra época como carnaval, denomina bem o que é “liberdade de cultura”, uma diversidade que caiu bem no gosto do público Paratinguense, que cantavam em coral as músicas desde Carmem, até Edson Gomes e Alceu Valença, ou do clássico “o que baiana tem”, para o contemporâneo lança perfume de “Rita Lee”.

 Um fato relevante foi presença da sua família de sobrenome Brandão, no palco desde os instrumentistas, aos backing vocals sua mãe Claudia Brandão, e o jovem cantor Ícaro Brandão irmão da intérprete que também soltou a voz, mostrando que o talento na família ultrapassa gerações.  

 Esse foi o show de encerramento da noite das crianças, que teve em sua abertura quadrilha mirim, entretanto o show não para! No espaço mais eclético do circuito Cultural, ainda irá receber muitos talentos regionais, registrando mais um capítulo no livro da “terra da música..

Jornalista Tony Pedroso | Expressoparatinga.com | Foto: Lannayphotos

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