A história foi escrita finalíssima do campeonato municipal foi escrita em uma data memorável para Bahia, no dia 2 de julho data da independência baiana, será lembrado também com dia que o Barreiro Grande pinta de verde, o seu espaço na galeria de campeões Paratinguenses. No último sábado as duas melhores campanhas se enfrentaram no templo maior, estádio Waldemiro Cruz, exatamente as 16h quando as equipes passaram pelo arco para cerimônia de encerramento. As dependências encontravam-se todas lotadas, divididas entre os apoiadores ‘barreiro grandenses', e do outro lado a ‘massa azul' do Paratinga, uma torcida que sonhava com oitavo título, mas para isso teria que frear a máquina de gols do Santo Onofre.
Na competição os dois times haviam se enfrentado pela penúltima
rodada do grupo 2, na ocasião quem levou a melhor foi o elenco de ‘Nandin’,
vencendo em uma batalha épica por 1 a 0.
No entanto o contexto era sobre final, e no primeiro tempo
o vento soprava a favor do lado azul, literalmente, pois na intermediária de ataque
do Paratinga a ventania que pairava sob o estádio, impedia que trajetória da
bola chegasse ate o comando ofensivo do Barreiro Grande, inclusive nos pés de Jardel,
seja lei da física ou não, o Paratinga tomou conta das ações ofensivas, uma blitz
que dificultava a defesa adversária na saída de bola.
| Fotos: Geraldo Rosa |
A torcida do lado verde
ficou na bronca com atuação do seus atletas que foram neutralizados no
meio de campo, além disso o artilheiro do campeonato estava duplamente marcado , na estatística apenas um chute no gol, do
outro lado um bombardeio e muitas
chances perdidas , dentre as 7 finalizações , uma bem clara foi perdida pelo atacante
‘Roberto’ aos 39 minutos, após passe de Geuber,
o camisa 9 traz para perna direita, o
movimento desconcertante deixou defensor
Zezinho no chão, mas na batida tirou de
mais do goleiro ,errando alvo para alívio do Erevilson. Para o intervalo o placar foi de
zero a zero, deixando somente na segunda etapa a definição.
No início do segundo tempo, o Barreiro Grande mudou a postura, mais
agressivo, veloz em troca de passes mantendo a posse de bola, e domindando o
setor de ataque, todavía Paratinga
apostava nos contra-ataques em um deles, após falha da zaga, uma tabela de
cinema , a bola chega no meio da área, Roberto de calcanhar ajeita para Leonardo,
que sem deixar cair “emenda” de canhota uma
bomba na gaveta, sem chances para o
goleiro, um golaço que despertou a torcida do “azulão” que passou a
cantar em coro. O grito da torcida, entoava
“o campeão voltou”, nostalgicamente, relembrando da última conquista em 2013, a
essa altura estavam mais próximo do octacampeonato.
Entretanto, ainda no
segundo tempo, Leonardo é substituído por contusão, quanto a postura tática da
equipe foi inteiramente defensiva, cedendo o campo para os soldados do Barreiro
Grande, que pressionavam, e controlavam a posse de bola. Em uma dessas investidas, o time teve falta
perigosa a favor, Harã foi pra Batida, e mandou no ângulo esquerdo de Igor um
golaço, surpreendendo o goleiro que esperava no outro canto quando tentou voltar,
a bola já estava na rede. Com esse empate, pintou de verde a esperança dos
torcedores que vieram ao delírio, mantendo aceso o sonho da primeira conquista.
Ainda à caminho dos acréscimos, Jardel em uma arremate tentou encobrir goleiro
Igor que salvou nas pontas dos dedos.
PENALIDADES
A partida teve 5 minutos de acréscimo, mas o destino levou
mais uma vez a decisão para os pênaltis. Para Barreiro grande a esta foi segunda
vez na competição, já o Paratinga viveu um dejavu da decisão nós pênaltis de
2019, quando teria perdido para o Rio Branco.
Nas cobranças, a primeira batida Miquéias, que converte e
abre a contagem, Roberto bate no mesmo canto empatando. Na sequência Wemerson faz a virada 2x 1 para
sua equipe, mas experiente ‘Lió’chuta no meio do gol empatando o placar, na terceira,
momentos de tensão, herói Harã define no meio, a bola bate desvia no pé de Igor
e entra, para lamentos do arqueiro.
Geuber cobra com categoria e deixa em 3x 3, Camisa 11 ,'Nem', com categoria, conclui no canto oposto de Igor. Na quarta cobrança João Lenon bate fraco, e brilha a estrela de Erevilson defendendo a penalidade. A Definição ficou, ironicamente pelo destino nos pés de Jardel, o camisa 9 parece não ter superado o trauma a disputa da semifinal e perde mais uma vez. Contudo a felicidade retornou após Neto, isolar a cobrança, semelhante a Roberto Baggio na copa de 1994, a bola que passou longe da meta, subiu para explosão da torcida Barreiro grandense, decretou uma primeira final, e o primeiro título do Barreiro grande para coroar uma excelente caminhada na competição, além do troféu, o atacante Jardel levou a premiação na artilharia e também como craque do campeonato. Assim escreveu-se mais uma página do melhor campeonato do oeste, em uma edição Histórica.
Jornalista Tony Pedroso | Expressoparatinga.com | Fotos: Geraldo Rosa
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