Ansiedade, poesia de Felipe Augusto

Observo tudo

Penso demais

Vejo o que ninguém vê

E nada mais.

Crio cenários na minha cabeça 

Que não consigo identificar 

O imaginário do Real

Fico angustiado e acelerado por causa de tudo. 

Eu crio um mundo

Que você não pode ver

Não consigo deixar pra resolver depois

Tem que ser agora 

Mesmo que me feriu

E se não quer conversar neste momento 

Logo penso o pior…

Eu guardo e engulo tudo

Me sufocando 

Me maltratando 

Me destruindo 

Pode ser uma besteira 

Mas acaba sendo uma gota

Pra transformar minhas emoções 

Quem vê de fora

Pensa que não foi nada

Que não passou de uma besteira 

Só pra chamar atenção 

Mas acredite

Nada acontece do nada.

Prazer eu sou a sua ansiedade. Transformando em depressão. 

 

 Felipe Augusto

Projeto Cantinho da Leitura no Expresso Paratinga.

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