Você conhece o The Expression, ainda não? Pois então
eu vos apresento um veículo de imprensa “independente”, um grupo que já existia
no continente americano há algumas décadas, fazendo a cobertura Jornalística de
uma cidade no interior do estado da Pensilvânia, região nordeste do EUA, cujo
nome do órgão atendia por Philadelphia News.
A mudança da marca, foi resultado da ação de dois profissionais,
um publicitário renomado, e um ex-colônia do Jornal da capital Norte-Americana,
o famoso Washington Express, ambos profissionais são oriundos do
estado da Pensilvânia, porém estudaram no Oeste do Estados Unidos, na capital
do país.
Em uma nova empreitada, propuseram a renovar o pequeno
Jornal da terra natal, no entanto, é provável que o caríssimo leitor tenha a
seguinte dúvida, dentre outros questionamentos, o que fez esses jovens
regressarem e arriscarem seus investimentos intelectuais e materiais num órgão
de imprensa pouco conhecido?
Visto que, trata-se de um distrito da Filadélfia, que os
articuladores da comunicação social não são bem remunerados, poucos
valorizados, que até o presente instante, o exercício da profissão, se dar por
interesses particulares, partidários, com o editorial conveniente a preferência
Correligionária.
Porém isso vai contra um dos pilares do código de ética da
imprensa norte -Americana, no artigo 6°.
Interest conflicts
(conflitos de interesse)
“o Jornal e sua equipe devem ser livres de
obrigações e fontes noticiosas e interesses especiais. Mesmo a aparência de
obrigação ou conflito de interesse deve ser evitado”
Portanto, o bom Jornalismo, provém de noticiar fatos de
interesses público, no qual voltamos a citar o artigo 6°, no inciso II, “Responsabilidade”
(Responsabilty)
“Um bom jornal é imparcial, acurado e honesto,
responsável, independente e decente. A verdade é seu princípio-Guia. Ela evita
práticas que entrariam em conflito com a habilidade de relatar e apresentar as
notícias de maneira imparcial e não-tendenciosa”
Esse seria o bom Jornalismo, porém na visão deturpada
daquela cidade, converte esse princípio, em “utopia”.
Para descrever essa perplexidade, teremos que ilustrar o leitor
o seguinte cenário. Após o ressurgimento do periódico, marcou início de uma
nova era no Jornal, além da mudança no nome, as notícias obtiveram maior alcance,
a versão digital obteve maior número números de acessos.
Porém, devemos salientar que a notícia é um produto, e a
informação de acordo com a ética é direito de todos, e esse produto para ser
difundindo necessita de recursos financeiros, e é aí que adentramos no espaço
publicitário.
Há alguns anos, antes da reformulação, o The Expression,
contava com alguns patrocinadores das empresas locais.
Todavia, o cenário ficou ainda mais obscuro e enigmático, pois
ali estavam no escritório do Jornal, segundo andar do edifício comercial, na
reunião marcada para turno matutino tendo como pauta as discussões, renovações
de contratos de propaganda e aumentos de repasse para os profissionais da
imprensa.
O ambiente estava convidativo, o coffe brake, regado
a um banquete para o café da manhã que agradou os convidados. Nota-se que somente
o café agradou, pois ao relatar a proposta dos recursos, os empresários foram saindo,
um a um, ao invés do aperto de mão,vimos as costas, bem pragmáticos e com justificativa
rasas perante as proposições.
Uma das explicações pautava sobre ser um gasto desnecessário,
mesmo sabendo que poderia proporcionar uma maior visibilidade a suas marcas, em
meio a esses argumentos todos apoiadores não renovaram o contrato, para
infelicidade dos jovens profissionais.
A ideologia do Expression, é ser uma máquina de notícias, contudo,
indo na contramão de tudo, jamais desistir e parar de exercer essa prestação de
serviço diante a sociedade, mesmo que firam interesses parciais. Seja em
qualquer lugar do mundo o bom Jornalismo é também sinônimo de desempenho da
cidadania.
Jornalista Tony Pedroso | Expressoparatinga.com
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